E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [Mt 6.13]
Nesta petição da oração do Pai nosso, vemos a atitude de uma
coração piedoso que não tem prazer em pecar contra o Deus Pai e que, por isso,
pede livramento para não cair no pecado da tentação.
A primeira verdade expressa na oração é a confiança no
Senhor para guardar seus filhos. Cair na tentação é se entregar aos desejos do
coração enganoso, que conduz o homem a caminhos que, aos seus olhos, parecem
caminhos de vida, mas que na verdade são caminhos de morte. Como diz o pregador,
esse é o convite da mulher (representando a loucura) “as águas roubadas são
doce e o pão comido às escondidas é agradável” [Pv 9.17], os filhos de Deus
oram para serem guardados desses convites malignos.
Esse pedido é contrastado com o pedido de livramento. Não
deixar cair, portanto, é livrar o cristão do mal. Esse mal, conforme seu
significado na língua grega, diz respeito a pecados de ordem moral, perversa, que
representam uma afronta à santidade do Deus pai.
A consciência de alguém que sabe da realidade do pecado, que
tenazmente o assedia, recorre ao Deus Pai por socorro. Significa então o
reconhecimento da sua fraqueza para resistir por suas próprias forças às
investidas de um coração enganoso, do sistema desse mundo e de Satanás.
Como vimos na última devocional, Deus é gracioso, libera
perdão gratuitamente àqueles que se apresentam arrependidos. Ao mesmo tempo,
ele é quem sustentará seus filhos na caminhada da vida cristã, guardando-os do
mal. Na oração do Pai nosso, portanto, temos abundante graça para viver de modo
digno do evangelho.
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