quarta-feira, 5 de agosto de 2020

"Venha o teu reino"

Na última devocional, aprendemos que santificar o nome de Deus, o Pai, está ligado ao nosso testemunho, à vida que levamos, enquanto confessantes da fé em Jesus, fé essa que nos torna filhos de Deus, desejosos em agradá-lo. Hoje, seguiremos para o terceiro ato da oração, que diz: “venha o teu reino” [Mt 6.10].


Essa pequena expressão está cheia de teologia. À grosso modo, podemos dizer que essa expressão carrega a expectativa do Antigo Testamento, que se completa no Novo, em Cristo, com o reinado do Messias [veja Lc 11.20]. Mas se Jesus já veio como cumprimento dessa promessa, por que pedir, venha o teu reino… É então que nos deparamos com a expressão: “o já, e o ainda não.”


O reino de Deus já veio, mas ainda não. Parece estranho, mas essa é uma expressão teológica consolidada. Ou seja, os cristãos já desfrutam do reinado de Cristo e sabem que Ele reina [veja Hb 2.8-9]. Mas esse reino estará de uma vez por todas completo quando Cristo vier em glória e restaurar toda a criação para o estado de perfeição, um novo mundo sem pecado. E essa é a expectativa do pedido, venha o teu reino!


Todo cristão, assim, tem grande alegria em repetir as palavras dessa oração, certos de que Jesus Cristo trará a restauração de todas as coisas, e a aniquilação do pecado. Por outro lado, a vinda reino trará justiça, pois todos os  inimigos de Cristo serão destruídos. Dessa forma, quando o ímpio diz “venha o teu reino” pede que Deus traga logo o dia da condenação, o juízo final. Por isso, não faz sentido está fora de Cristo, isto é, não crer em Jesus como salvador, e orar “o Pai nosso.” 


Contudo, a boa notícia é que isso pode mudar! Em Cristo há perdão! As palavras do Salvador continuam a ressoar, dizendo: “todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim, e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” [Jo 6.37]. Portanto, há oportunidade para você orar conscientemente o terceiro ato: “venha o teu reino,” e então, desfrutar hoje, e na eternidade, a companhia de Cristo!   

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